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Quem manda no debate? Globo, candidatos ou Justiça? Cancelamento abre discussão

2 de out.
1 min de leitura

O último debate presidencial previsto pela TV Globo antes do primeiro turno das eleições de 2026 foi cancelado na noite desta quinta-feira (1º), poucas horas antes de ir ao ar. O encontro estava marcado para 21h30 e aconteceria a três dias da votação, prevista para domingo (4).


Segundo a emissora, o cancelamento ocorreu após decisões judiciais de última hora alterarem regras que haviam sido previamente acertadas para o programa. Uma delas, assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do debate. A decisão também impediu que os demais candidatos fizessem perguntas direcionadas ao candidato ausente.



Em outra decisão, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos (Missão) no debate. Para a Globo, as mudanças provocaram “insegurança jurídica” e afetaram sua autonomia na organização do encontro.


Além disso, Flávio Bolsonaro (PL), que havia confirmado presença, anunciou horas antes que também não participaria. Lula manteve uma entrevista ao Flow Podcast na mesma noite.



O cancelamento retirou da programação o último debate televisivo previsto antes do primeiro turno. Com isso, a reta final da campanha passou a ser marcada por entrevistas, transmissões nas redes e atos de campanha, enquanto decisões judiciais sobre as regras dos debates passaram a ocupar o centro da discussão pública.



 
 
 

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