Brasil e China firmam parceria para levar inteligência artificial ao audiovisual

Acordo no RioMarket 2026 prevê capacitação, intercâmbio tecnológico e possíveis coproduções de filmes e séries.
A inteligência artificial ganhou espaço na cooperação entre Brasil e China. Na sexta-feira (9), durante o RioMarket 2026, a Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual (FICA) e a empresa chinesa CG Year assinaram um Memorando de Entendimento para incentivar o uso da tecnologia na produção audiovisual.
Assinado por Walquíria Barbosa, presidente da FICA, e Shegnan Liu, CEO da CG Year, o documento prevê formação profissional, intercâmbio de conhecimentos e aproximação comercial. Entre as prioridades estão a capacitação de produtores brasileiros e jovens estudantes e o desenvolvimento de projetos conjuntos.
A aproximação começou em uma viagem de Walquíria à China, quando integrou uma delegação brasileira da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Segundo a dirigente, conhecer o trabalho da CG Year despertou o interesse em trazer a empresa ao Brasil e construir uma relação duradoura.

Liu afirmou que a proposta é combinar tecnologia chinesa com histórias brasileiras e ampliar a circulação de conteúdos nos dois mercados. Ele mencionou cinema, jogos e experiências de realidade virtual, além da intenção de desenvolver um filme de ação como primeiro projeto conjunto.
O memorando terá vigência inicial de dois anos, com renovação automática por igual período. A assinatura, no entanto, não significa que as produções estejam contratadas ou que haja investimentos garantidos. As iniciativas ainda precisarão sair do campo das intenções.
A parceria também traz uma questão central: como incorporar inteligência artificial sem desvalorizar trabalhadores, ameaçar direitos autorais ou enfraquecer a diversidade criativa brasileira?
O impacto do acordo será medido não apenas pelo avanço tecnológico, mas pelas oportunidades concretas de formação, emprego e produção cultural que gerar.


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