CIEP de Nova Iguaçu está sem energia desde o início de 2026 e cerca de 600 estudantes são afetados

Furto de cabos compromete o funcionamento do CIEP 167 Jardim Paraíso; período noturno é o mais prejudicado e Secretaria de Educação ainda não informou prazo para normalização.
Uma situação que deveria ser emergencial atravessou meses do calendário escolar em Nova Iguaçu. O CIEP 167 Jardim Paraíso, na Baixada Fluminense, está sem fornecimento regular de energia elétrica desde o início de 2026 após o furto de cabos. Cerca de 600 estudantes são afetados pelo problema, segundo reportagem exibida nesta segunda-feira (28) pelo Balanço Geral RJ, da Record.
A falta de energia provocou redução das atividades escolares. O impacto é ainda maior para quem estuda à noite, período em que a ausência de iluminação dificulta a realização das aulas. De acordo com a reportagem, o turno da manhã continuará funcionando.
Procurada pela emissora, a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) informou que o reparo da rede elétrica será realizado “em breve”, mas não apresentou uma data para a conclusão do serviço. A pasta afirmou ainda que, caso seja necessário, os estudantes terão reposição do conteúdo afetado pela situação.

O episódio chama atenção não apenas pelo furto, mas pelo tempo necessário para que uma estrutura básica de uma escola pública seja restabelecida. Energia elétrica é indispensável para iluminação, utilização de equipamentos, funcionamento de recursos pedagógicos e, principalmente, para garantir condições adequadas de permanência dos estudantes no espaço escolar.
O problema também ocorre em um contexto no qual o furto de cabos tem atingido diferentes equipamentos públicos de Nova Iguaçu. Em maio, a Prefeitura informou ter intensificado operações em ferros-velhos para combater a receptação de materiais furtados, destacando prejuízos provocados pela retirada ilegal de cabos de estruturas públicas.

Em agosto, outro colégio estadual de Nova Iguaçu, o CIEP 168 Ilda Silveira Rodrigues, teve cabos de energia furtados durante uma invasão. Na ocasião, estudantes do período diurno tiveram horários reduzidos e alunos da Educação de Jovens e Adultos passaram temporariamente para atividades remotas.
No CIEP 167, porém, a pergunta permanece sem resposta objetiva: quando os cerca de 600 estudantes voltarão a ter uma escola funcionando plenamente, com energia elétrica e aulas sem restrições?


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