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Ravens vencem Cowboys no último segundo e noite histórica da NFL toma conta do Maracanã

27 de set.
3 min de leitura


Primeiro jogo da liga no Rio terminou em 34 a 31 para Baltimore, teve decisão a um segundo do fim e transformou o intervalo em espetáculo com Ricky Martin e Pedro Sampaio


O futebol americano desembarcou de vez no Rio de Janeiro e escolheu um roteiro difícil de superar para sua estreia no Maracanã.


Na noite deste domingo (27), o Baltimore Ravens venceu o Dallas Cowboys por 34 a 31 no primeiro jogo da história da NFL realizado na capital fluminense. A partida, válida pela terceira semana da temporada regular, só foi decidida quando praticamente não havia mais tempo no relógio.


Com o placar empatado em 31 a 31 e apenas sete segundos restantes, Lamar Jackson encontrou Zay Flowers em um passe de 27 jardas e colocou Baltimore em posição para tentar a vitória.


Então veio o último ato.



Com apenas um segundo no relógio, Tyler Loop acertou um field goal de 56 jardas e fechou o placar em 34 a 31. O chute transformou o fim da partida em uma explosão nas arquibancadas e deu aos Ravens uma vitória construída literalmente no último segundo.

Jogo ficou aberto até os instantes finais

Dallas começou melhor e abriu 10 a 0 ainda no primeiro quarto, mas Baltimore reagiu antes do intervalo.


Derrick Henry voltou a ser uma das principais armas dos Ravens e terminou a partida com dois touchdowns terrestres. Lamar Jackson também comandou o ataque de Baltimore, completando 15 de 20 passes, somando 186 jardas aéreas e dois touchdowns.



Do outro lado, Dak Prescott lançou para 276 jardas, enquanto CeeDee Lamb recebeu sete passes e acumulou 112 jardas.


O quarto período concentrou o momento mais dramático da partida.


Dallas chegou à frente por 28 a 24, Baltimore virou para 31 a 28 e, já nos segundos finais, os Cowboys conseguiram empatar com um field goal curto.

Parecia que o jogo caminhava para a prorrogação.

Parecia.


A conexão entre Lamar Jackson e Zay Flowers mudou tudo. Na jogada seguinte, Tyler Loop entrou em campo e acertou o chute que decidiu a primeira noite da NFL no Rio.


Do futebol americano para o palco



Se dentro de campo a tensão tomou conta do Maracanã, no intervalo o estádio mudou completamente de atmosfera.


Ricky Martin e Pedro Sampaio comandaram o Halftime Show preparado especialmente para o jogo no Rio. O encontro colocou lado a lado um dos maiores nomes da música latina internacional e um artista brasileiro diretamente ligado ao funk, ao pop e à música eletrônica.



A apresentação reuniu sucessos dos dois artistas, dança e referências musicais brasileiras e latinas.

Pedro Sampaio apresentou faixas de seu repertório, enquanto Ricky Martin levou ao Maracanã músicas que atravessaram diferentes gerações, incluindo “Livin’ La Vida Loca”. Os dois também apresentaram juntos a parceria inédita “Pikito Pikito”, lançada neste domingo.



Mais do que preencher o intervalo entre dois tempos de jogo, o espetáculo deixou evidente a estratégia da NFL de transformar suas partidas internacionais em grandes eventos de entretenimento.


No Rio, isso significou colocar no mesmo gramado futebol americano, funk brasileiro, música latina e um dos estádios mais conhecidos do planeta.


Maracanã ganha mais um capítulo internacional



A partida também representou uma mudança de endereço na expansão da NFL pelo Brasil.


Os dois primeiros jogos oficiais da liga no país aconteceram em São Paulo, na Neo Química Arena. Em 2024, o Philadelphia Eagles venceu o Green Bay Packers. No ano seguinte, o Los Angeles Chargers derrotou o Kansas City Chiefs.


Em 2026, a liga decidiu chegar ao Rio de Janeiro.

E não escolheu qualquer endereço.



Palco de finais de Copa do Mundo, Jogos Olímpicos, grandes decisões do futebol brasileiro e shows históricos, o Maracanã recebeu pela primeira vez uma partida oficial da principal liga de futebol americano do mundo.


Durante a semana que antecedeu o confronto, a própria NFL espalhou ativações e experiências para torcedores pela cidade, numa operação que demonstrou que o jogo fazia parte de uma estratégia maior de aproximação com o público brasileiro.


Para o Rio, ficou uma noite em que o Maracanã precisou aprender novos códigos: jardas no lugar de metros, touchdowns no lugar de gols e uma bola oval cruzando um gramado acostumado a outra forma de futebol.



No final, entretanto, prevaleceu uma linguagem que qualquer torcida entende.


Um estádio esperando.


Um chute decisivo.


E um segundo separando o empate de uma noite histórica.

 
 
 

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